Passado o furacão e as pedras da chuva, olho as pessoas correndo lá fora e percebo o quanto tudo tá tranquilo aqui dentro. Hoje dou risada e agradeço pela minha superioridade nata. Convicções, a pupila voltada pra um outro lado. Uma hora tinha que acontecer.
Café.
E esse livro? ai, esse maldito livro. Meu sonho era vê-lo ardendo em chamas. Esse Figueiredo é um alucinado, tenho certeza! e segunda lá vou eu, (des)ESPERA-DA-MENTE responder questões absurdas a respeito de suas filosofadas enlaricadas que eu nem pedi pra saber. (e que eu nem entendo!)
Café.
Filosofadas enlaricadas, cabeça no limite, olhos querendo fechar, final da inúmerável xícara de café da última semana. Semana? só mais uma semana!
Café.
Aí, eu abro o armário para arrumá-lo, mudar tudo de lugar. E reparo como o passado não fazia parte de mim, aquele passado nem interessava. Acho que não interessa mesmo... Pouco dele é o suficiente.
Meu futuro é uma xícara de café e é só para constar.
[Débora Cafeína Schwab Branco.]
sábado, 22 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008.
hoje estou muito saudosista.
são as lembranças das flores no vaso, em cima da mesa da sala. completamente apaixonadas! flor apaixonada e um pensativo cigarro.
não agüento a cidade, não agüento as serras, nem as reformas, nem o duque.
nem me fale em saudade... pois a solução fica pra lá do asfalto, pra lá das terras. roxas... roxas?
como aquela brincadeira de completar nomes. se começasse johnny, eu diria cash, por fim.
queima queima queima...!
pensalhados embaramentos. [?]
quero férias.
D.
hoje estou muito saudosista.
são as lembranças das flores no vaso, em cima da mesa da sala. completamente apaixonadas! flor apaixonada e um pensativo cigarro.
não agüento a cidade, não agüento as serras, nem as reformas, nem o duque.
nem me fale em saudade... pois a solução fica pra lá do asfalto, pra lá das terras. roxas... roxas?
como aquela brincadeira de completar nomes. se começasse johnny, eu diria cash, por fim.
queima queima queima...!
pensalhados embaramentos. [?]
quero férias.
D.
sábado, 15 de novembro de 2008
reaja, coração!
não adianta chorar a flor derramada, o vinho roubado.
arruma as peças e remonta!
cola tudo com carinho que se tornará mais forte, resistente.
enxuga suas lágrimas (cessa as lástimas), coração!
há quem implore que volte a bater "em vão".
mas não perde sua essência, coração!
ama gratuitamente quem lhe fizer ficar acelerado (é só aprender a hora de desacelerar).
junta seus pedaços "raros e frágeis"
e queira bem o serzinho desastrado que "não soube manuseá-lo e quebrou."
(;])
queira bem aqueles olhos azuis!
mas não torne a fitá-los (ordeno!).
queira bem, coração!
queira bem quem não te quer mais como "seu bem".
[D.]
não adianta chorar a flor derramada, o vinho roubado.
arruma as peças e remonta!
cola tudo com carinho que se tornará mais forte, resistente.
enxuga suas lágrimas (cessa as lástimas), coração!
há quem implore que volte a bater "em vão".
mas não perde sua essência, coração!
ama gratuitamente quem lhe fizer ficar acelerado (é só aprender a hora de desacelerar).
junta seus pedaços "raros e frágeis"
e queira bem o serzinho desastrado que "não soube manuseá-lo e quebrou."
(;])
queira bem aqueles olhos azuis!
mas não torne a fitá-los (ordeno!).
queira bem, coração!
queira bem quem não te quer mais como "seu bem".
[D.]
domingo, 9 de novembro de 2008
nunca meus olhos presenciaram tantas cabeças naquele teatro.
mídia? revisão de conceitos? elite achando bonitinho dizer que investiu cinco mangos em cultura pela primeira vez na vida?
ah, não sei, mas meus olhos gostaram do que viram.
"Noivas de Nelson". Noivas sinceras, noivas rejeitadas, noivas suicídas, noivas em fuga.
Qualidade de um trabalho muito bem feito gerando risadas e aplausos em pé.
Depois, curtir um som e papear com os amigos porque ninguem é de ferro.
Dé.
mídia? revisão de conceitos? elite achando bonitinho dizer que investiu cinco mangos em cultura pela primeira vez na vida?
ah, não sei, mas meus olhos gostaram do que viram.
"Noivas de Nelson". Noivas sinceras, noivas rejeitadas, noivas suicídas, noivas em fuga.
Qualidade de um trabalho muito bem feito gerando risadas e aplausos em pé.
Depois, curtir um som e papear com os amigos porque ninguem é de ferro.
Dé.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
"Nessa hora e meia , a gente vai falando do jeito da gente. Os tempos da ingenuidade. Da desatenção. Do não saber de nada. Do susto que se tomou ao se conhecer quase nada. Dos tempos da quixotada. Dos restos de amadorismo. Do amadurecimento. Da raiva. Essas coisas todas que foram transformando a gente... que hoje tem o mesmo riso, faz a mesma algazarra, gosta de cachaça, etc.
Mas, que melhorou no jogo de cintura, aprimorou o físico, desenvolveu o faro. Além de ter aprendido a prender a respiração quando o cheiro não é dos melhores.
O conceito é isso aí. Devagarinho vai se levando. Pra no final, a esperança ser posta na berlinda, de novo. Esperança de vida nova. Esperança que pinta, mas já com a certeza de que a gente tem que cavar. Tem que tomar... Na marra. Rindo, se possível..."
[Elis Regina ( No disco "Elis Vive" - 1979)]
Mas, que melhorou no jogo de cintura, aprimorou o físico, desenvolveu o faro. Além de ter aprendido a prender a respiração quando o cheiro não é dos melhores.
O conceito é isso aí. Devagarinho vai se levando. Pra no final, a esperança ser posta na berlinda, de novo. Esperança de vida nova. Esperança que pinta, mas já com a certeza de que a gente tem que cavar. Tem que tomar... Na marra. Rindo, se possível..."
[Elis Regina ( No disco "Elis Vive" - 1979)]
sábado, 1 de novembro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
"eu,
modo de usar:
pode invadir ou chegar com delicadeza,
mas não tão devagar que me faça dormir.
não grite comigo que tenho o péssimo hábito de revidar.
acordo pela manhã com ótimo humor,mas permita que eu escove os dentes primeiro.
toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre a minha nocauteante beleza.
tenha vida própria, me faça sentir saudades, conte umas coisas que me façam rir.
mas não me conte piadas.
nem seja preconceituoso, não perca tempo cultivando esse tipo de herança dos seus pais.
viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude.
eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
acredite nas verdades que digo e nas mentiras (elas serão raras e sempre por uma boa causa).
respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (então fique comigo quando eu chorar, combinado?)
seja mais forte que eu e menos altruísta.
não se vista tão bem, gosto de camisas para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.
reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto:
boca, cabelo, os pêlos do peito e um joelho esfolado.
você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade.
leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.
seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boato que isso é coisa de gente triste.
não seja escravo da televisão, nem xiíta contra.
nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai.
invente um papel pra você que ainda não tenha sido preenchido.
e o inverta às vezes, me enlouqueça uma vez por mês.
me faça uma louca boa, uma louca que ache graça e tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca.
goste de música e de sexo.
goste de um esporte não muito banal.
não invente de querer muitos filhos, me carregar para missa, apresentar sua família,... isso a gente vê depois, se calhar.
deixe eu dirigir seu carro, aquele carro que você adora.
quero ver você nervoso, inquieto.
olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muita besteira juntos.
não me conte seus segredos, me faça massagem nas costas.
não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções, me rapte e se nada disso funcionar experimente me amar."
[Martha Medeiros]
modo de usar:
pode invadir ou chegar com delicadeza,
mas não tão devagar que me faça dormir.
não grite comigo que tenho o péssimo hábito de revidar.
acordo pela manhã com ótimo humor,mas permita que eu escove os dentes primeiro.
toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre a minha nocauteante beleza.
tenha vida própria, me faça sentir saudades, conte umas coisas que me façam rir.
mas não me conte piadas.
nem seja preconceituoso, não perca tempo cultivando esse tipo de herança dos seus pais.
viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude.
eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
acredite nas verdades que digo e nas mentiras (elas serão raras e sempre por uma boa causa).
respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (então fique comigo quando eu chorar, combinado?)
seja mais forte que eu e menos altruísta.
não se vista tão bem, gosto de camisas para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.
reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto:
boca, cabelo, os pêlos do peito e um joelho esfolado.
você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade.
leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.
seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boato que isso é coisa de gente triste.
não seja escravo da televisão, nem xiíta contra.
nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai.
invente um papel pra você que ainda não tenha sido preenchido.
e o inverta às vezes, me enlouqueça uma vez por mês.
me faça uma louca boa, uma louca que ache graça e tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca.
goste de música e de sexo.
goste de um esporte não muito banal.
não invente de querer muitos filhos, me carregar para missa, apresentar sua família,... isso a gente vê depois, se calhar.
deixe eu dirigir seu carro, aquele carro que você adora.
quero ver você nervoso, inquieto.
olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muita besteira juntos.
não me conte seus segredos, me faça massagem nas costas.
não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções, me rapte e se nada disso funcionar experimente me amar."
[Martha Medeiros]
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
parecíamos vencedores, depois descobrimos o significado.
onde? não me diga que este é o problema. pretendia me livrar de todas as palavras-chaves que já conheço, aquelas que sempre me fazem não dizer nada, palavras neutras.
para me ocupar com abstracionismos novamente, para desocupar a mente e poder ocupá-la com coisas fúteis, úteis... sem querer levar uma palavra à outra como faz a poesia.
e o que é que você não consegue? não se fazer mais perguntas?
cansam-me os pronomes e os advérbios, os sinônimos, e neles próprios me descanso.
[Dé.]
onde? não me diga que este é o problema. pretendia me livrar de todas as palavras-chaves que já conheço, aquelas que sempre me fazem não dizer nada, palavras neutras.
para me ocupar com abstracionismos novamente, para desocupar a mente e poder ocupá-la com coisas fúteis, úteis... sem querer levar uma palavra à outra como faz a poesia.
e o que é que você não consegue? não se fazer mais perguntas?
cansam-me os pronomes e os advérbios, os sinônimos, e neles próprios me descanso.
[Dé.]
terça-feira, 9 de setembro de 2008
e de repente o galho que me sustentava, que me passava a maior segurança e me deixava bem próxima do sol se quebrou.
eu caí de uma altura rasoável, a qual ele conseguia me manter.
Por fora alguns pequenos arranhões e na face expressões de descontentamento.
Por dentro o órgão vital que bomba o combustível humano encontra-se completamente em pedaços.
Foi como se todo o tempo na construção de um quebra-cabeças houvesse sido perdido.
As peças do órgão há pouco desmontado, estavam sendo remontadas com perfeição, mas tudo foi perdido novamente.
Um soco, um assopro, um soco!
não acredito mais na semântica nem em diálogos convincentes.
[Dé.]
eu caí de uma altura rasoável, a qual ele conseguia me manter.
Por fora alguns pequenos arranhões e na face expressões de descontentamento.
Por dentro o órgão vital que bomba o combustível humano encontra-se completamente em pedaços.
Foi como se todo o tempo na construção de um quebra-cabeças houvesse sido perdido.
As peças do órgão há pouco desmontado, estavam sendo remontadas com perfeição, mas tudo foi perdido novamente.
Um soco, um assopro, um soco!
não acredito mais na semântica nem em diálogos convincentes.
[Dé.]
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