terça-feira, 15 de setembro de 2009
Há tanto para aprender do nervosismo, da convivência e dos ônibus. Depois de tudo, ainda encarar gente trabalhadora, cansada e sem perspectiva. Ouvir dúvidas sinalizadoras de que o mundo está perdido. Não contar quantos pontos existem no caminho. Perder de vista a porta. Pagar contas, guardar os papéis. Telefonar, ouvir, desenhar. Procurar um sapato de salto. O dia está queimando.
Não se dá ao luxo de chorar no cotidiano. Porque já passou da hora ou porque é perda de tempo e precisa dormir. Precisa acordar cedo, estudar, estudar. Precisa sair e ver um enorme nada a torná-la pequena.
Estou na calçada: o que ela quer fazer? Vamos sentar ali no gramado. Com um gesto das mãos, a calçada se transforma. Está procurando no lugar errado? Está mudando sua mágica de transformação? Conhece e perde.
Irrita-se com a oscilação entre sonho e realidade. Na retomada de consciência da parte mais confortável do sonho, está acordada. Pressão. Se entende? Finge que está ouvindo. Finge questionar. Não está mais aí.
Estou na calçada: o que ela quer fazer? Vamos sentar ali no gramado. Com um gesto das mãos, a calçada se transforma. Está procurando no lugar errado? Está mudando sua mágica de transformação? Conhece e perde.
Irrita-se com a oscilação entre sonho e realidade. Na retomada de consciência da parte mais confortável do sonho, está acordada. Pressão. Se entende? Finge que está ouvindo. Finge questionar. Não está mais aí.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
"Nunca acreditei em nomes, contratos ou relações pré estabelecidas.
Prefiro acreditar em abraços grandes, onde eu me encaixo direitinho e posso fugir um pouco do mundo. Acredito em sorrisos gratuitos e gargalhadas intermináveis que nunca me censuram. Na saudade que mora todos os dias na minha casa, e que deixa enorme a minha cama. Numa curvinha entre ombro e pescoço onde o sono é mais tranquilo e o cinema mais agradável. Acredito numa voz que acalma e em palavras sempre doces, sempre queridas, sempre bonitas. Em olhos pequenininhos que me espiam quando eu não presto atenção, ou que me enxergam generosamente melhor do que eu imagino ser. Acredito no que não precisa ser dito, prometido, perguntado... Acredito, porque seria impossível não acreditar."
Prefiro acreditar em abraços grandes, onde eu me encaixo direitinho e posso fugir um pouco do mundo. Acredito em sorrisos gratuitos e gargalhadas intermináveis que nunca me censuram. Na saudade que mora todos os dias na minha casa, e que deixa enorme a minha cama. Numa curvinha entre ombro e pescoço onde o sono é mais tranquilo e o cinema mais agradável. Acredito numa voz que acalma e em palavras sempre doces, sempre queridas, sempre bonitas. Em olhos pequenininhos que me espiam quando eu não presto atenção, ou que me enxergam generosamente melhor do que eu imagino ser. Acredito no que não precisa ser dito, prometido, perguntado... Acredito, porque seria impossível não acreditar."
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